AVIT-Grupo de Trabalho - DESAPARECIDOS 22-01-12.wmv
Será desenvolvido, pelo INEA, desassoreamento do Rio Príncipe e Imbui, iniciantes no Campo Grande e Caleme, quando máquinas irão fazer o trabalho sem critério para a execução e a AVIT vem pugnando por ter conhecimento do critério para a execução e do que será feito em relação à busca de corpos das vítimas que, estariam, por exemplo, no trecho do Campo Grande, Posse e Cascata do Imbuí, rio este denominado pelo INEA de Rio Príncipe, que termina no bairro da Cascata do Imbuí em confluência com o Rio Imbuí, originário do bairro Caleme, um grupo foi formado por PAULO NEI, do Grupo de Trabalho -- Desaparecidos, da AVIT e da ATMAV - Associação de Voluntários, EVANDRO CAETANO, que tem membro familiar desaparecido, do Grupo de Trabalho -- Desaparecidos e ATMAV - Associação de Voluntários, SAMARONE ROOSEVELT, voluntário na AVIT e integrante do grupo Padrão Águia e JOSÉ GOMES DA ROCHA, do Grupo de Trabalho -- Desaparecidos, da AVIT. O trabalho do grupo teve como objetivo buscar identificar locais em que há a possibilidade de haver corpos a serem buscados, iniciando o trabalho na casa do extremo do Campo Grande, por volta das 09:30 horas, domingo, dia 22/01/12, na casa identificada pela nomenclatura "CGE 02", terminando às 14:10 horas, na confluência dos Rios Príncipe e Imbuí, cerca de cinco e meio quilômetros do final do bairro Campo Grande. Foi gerado um vídeo e fotos dos locais percorridos. É certeza do grupo que do extremo do Campo Grande até a altura do Condomínio Fazenda da Paz, Posse, haverá de ser encontrado corpo. Em pontos no Campo Grande se observou haver, grandes quantidades da chamada "mosca varejeira", o que poderia ser uma indicação de corpo. Não se vislumbra a possibilidade de, por meios próprios, familiares de pessoas que tenham Desaparecidos possam efetuar buscas, pois que, em relação ao atual leito do rio há cerca de 8 (oito) a 10 (dez) metros de altura, com pedras pesando centenas de quilos. Faz-se necessário que se use algum tipo de maquinário pesado e usado de critério. Um dos componentes do Grupo, EVANDRO, em um bambuzal, existente nas margens do rio Príncipe e no interior do sítio denominado de "Sítio da Ancora" e atrás da Capela Católica, no final da chamada estrada Posse, achou, já há alguns dias, documentos, sendo um deles de uma mulher, de 32 (trinta e dois) anos que consta na relação oficial de desaparecidos. Estes documentos foram arrecadados e se encontram em poder de EVANDRO. Filmou-se e fotografou-se o local, no final da estrada da Posse, inicio do bairro Campo Grande, antes da Capela, o local, onde foi encontrado um corpo de uma menina de cerca de 8 (oito) anos, que se encontrava envolta de um saco plástico preto. O corpo foi encontrando quando de uso de maquinário para retirar o entulho, ainda existente e que se pôde observar, ficou o trabalho por continuar. Filmou-se e fotografou-se um local onde, num momento, foi encontrado um corpo de mulher, local este na altura do número 4440, na estrada Posse e ás margens do rio. Filmou-se e fotografou-se o local onde em agosto/2011 foram encontradas duas ossadas, um vídeo do encontro, sendo uma vala, hoje cimentada, na estrada da Posse, altura da pousada Toca do Coelho. Da Rua Silvério Rodrigues Lima - Pousada Pedra do Sino, altura do número 32, Posse, próximo ao Mercado de mesmo nome, até a confluência dos dois rios, ou seja, Príncipe e Imbuí, existem dezenas de casas, condomínios e uma escola estadual, que, em ambas as margens do rio Príncipe, e, em vários momentos, afunilam, em até cerca de um metro e meio, o rio, não tendo sido possível acesso a estes locais. Em vários locais, como por exemplo, no início da Estrada do Salaco -- Antigo Resenal- com a estrada da Posse (José Gomes da Costa Junior) e na Servidão João Batista da Costa Mattos, altura do "Bar dos Motoqueiros", já na Cascata do Imbuí, se observa que o rio está se assoreando, com o material vindo da movimentação da areia rio acima, estando a cerca de meio metro de altura do rio. Exaspera-se nossa preocupação haja vista o ocorrido quanto aos prédios que desabaram no centro do Rio de Janeiro. Por certo que o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal e os funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro, rapidamente chegaram ao local. Cerca de uma hora e meia, depois maquinário chegava ao local para a retirada dos entulhos. Localizados dezessete (17) corpos, cinco (5) corpos continuaram DESAPARECIDOS. Ao final, o que se viu foi que partes de corpos foram encontrados nos entulhos levados para Duque de Caxias. No afã de buscas aos possíveis vivos, NÃO HOUVE CRITÉRIO NAS BUSCAS DOS QUE JÁ ESTARIAM MORTOS. Os parentes das vítimas entraram na Justiça contra instituições públicas para que possam recuperar os corpos dos seus entes queridos. ONDE ESTÃO OS CORPOS DESAPARECIDOS DOS EDIFÍCIOS? ONDE ESTÃO OS CORPOS DOS DESAPARECIDOS 12/01/11 EM TERESÓPOLIS?. Teresópolis, RJ, 07/02/2012
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2012-02-07T04:11:13.000Z Relacionados: